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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Ambiguidade


                                                                                           Image by: Laurentiu Bontea

Corro e fujo
Sem saber bem pra onde
Do quê? Do nada...
Pra onde? Qualquer lugar onde eu não seja ninguém... 
ou finalmente me sinta alguém
Atravessando os espinhos
Que rasgam minha pele
E dilaceram o meu corpo todo
Corro...
Cega pela dor
Lágrimas se sangue correm e ardem os meus olhos
Que até sufocam a garganta
Pânico em mim
Corro no escuro
No breu da noite
Neste infinito caminho escolhido repleto de sofrimento
Mas não lamento
Apenas corro sem destino
Para sentir o prazer do impossível conhecimento do meu próprio limite
Algo me alcança
Grito
Cortante como uma espada
Será o fim... ou o princípio?
Jogo-me no chão apavorada pelo desconhecido
Vibrante de terror
Um terror diferente
Terror combinado com alegria explosiva
Acordo
Onde um sol negro brilha
Ergo tudo meu
Vale a pena... vale
Sangue, dor e prazer
Mas sofrer pra que?
Já não corro...
caminho
Alcanço algo no meio dos espinhos... 
a falta de paz... 
mas continuo correndo...

Aninha

 

4 COMENTÁRIOS!:

Santa Cruz disse...

Aninha: Ei menina grande corrida de prazer ede dor apesar de tudo é uma linda poesia, menina gostei. apesar de ser um pouco arrepiante não gosto de filmes de terror, só que esse terror é de alegria e de amor.
Um beijo
Santa Cruz

Geraldo de Barros disse...

Aninha, ando correndo também sabe. embora não saiba muito bem para onde, mas ando correndo. como Raul Seixas falou numa música: não sei pra onde vou, mas estou no meu caminho. que possamos viver intensamente esses nossos caminhos, suas dores e alegrias, suas palavras e silêncios. e mesmo sem saber que nossos passos construam sempre novos caminhos. vou te confessar, seu blog tem sido um novo caminho pra mim. gosto de vir aqui, embora tenha ficado uns dias sem vir, um pouco longe da net, mas é tão bom estar aqui, é como se essas palavras aqui me abrissem outras possibilidades e quando releio esses comentário que te faço sinto isso, obrigado =)

beijo
G

flybywarez disse...

Não sou, nem serei um critico das tuas palavras
Apenas as leio, as sinto...
Entendo-as!!! Pois vivo com elas
Sei que as escreves com sentimento
Sei que nelas escorrem lágrimas
De passados conturbados
De papeis representados
De momentos mal amados
De culpas que não foram tuas
Entendo a criança que foste...
A criança que és ....
A menina que cresceu...
A mulher que nasceu...
E o coração que me acolheu...
Comentarei as tuas palavras
Mas...
Não sou, nem serei e nem usarei o cinismo
Da frase “revejo-me nas tuas palavras”
Pois é um sarcasmo de quem não te quer bem
É uma ironia ...
De facto de quem quer um companheiro para as suas trevas
E delas não tem força para sair
Das guerras que já passámos
Da vida que já vivemos
Das vitorias que conquistámos
Palavras só te as direi ,apenas ....
Aquelas que anseias para ti...e as que amo para a minha vida!!!

Eduarda disse...

Nina!

Gosto do que vejo, não gosto do que sinto... Há um poema que passo a transcrever, com o qual me identifico muito... Vais gostar... eu sei! Beijo

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!

José Régio

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